CENTRO
APOLOGÉTICO
CRISTÃO
DE
PESQUISAS
- CACP
REPORTAGENS Seqüestrador de
Elizabeth Smart diz que poligamia era ordem divina
Estado americano começa a punir polígamos que se casam
com jovens
CENTRO APOLOGÉTICO CRISTÃO DE
PESQUISAS
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Copyright CACP 2003
Pr. João Flávio & Presb. Paulo Cristiano
Por Nick Madigan :: 08:46 15/03
SALT LAKE CITY - A esposa do homem acusado de seqüestrar
Elizabeth Smart disse que a garota foi levada para ser a
primeira de outras sete mulheres que uma visão divina o instruiu
a procurar, de acordo com uma amiga que visitou a mulher na
cadeia na sexta-feira.
Horas depois da visita, o delegado de Salt Lake disse que o
homem, Brian Mitchell, também seria acusado por uma tentativa de
seqüestro em um assalto na casa da prima de 18 anos de
Elizabeth. Sete semanas depois que Elizabeth foi levada de seu
quarto depois que o intruso cortou a tela na janela, alguém
cortou a tela na janela do quarto da prima, que seria parecida
com Elizabeth.
Juntas, a conversa na cadeia e as novas acusações começam a
responder por que Elizabeth foi seqüestrada e o que aconteceu
com ela nos nove meses em que ela foi mantida por Mitchell e sua
esposa, Wanda Barzee, desabrigados messiânicos que tinham sido
excomungados da Igreja Mórmon.
"Deus lhe disse para levar Elizabeth", disse a amiga, Vicki
Cottrell, diretora-executiva da sede em Utah da Aliança Nacional
dos Deficientes Mentais, que é amiga de Barzee há 25 anos.
Cottrell disse em uma entrevista na tarde de sexta-feira que
Barzee, que foi presa com seu marido na terça-feira enquanto
caminhava em uma rua de Salt Lake City com Elizabeth, falava
carinhosamente da menina.
Falando por telefone e separadas por um vidro, Barzee revelou a
Cottrell que no Dia de Ação de Graças de 2000 ela e seu marido
tinham recebido "uma revelação de que a lei celestial da
poligamia tinha voltado e que ele deveria ter sete esposas",
disse Cottrell.
Em um documento de 27 páginas que Mitchell escreveu no ano
passado, do qual uma cópia foi obtida pelo The New York Times,
Mitchell dizia que era um em uma linha de profetas mórmons deste
a fundação da Igreja por Joseph Smith. O documento, escrito no
estilo do Livro dos Mórmons e intitulado Livro de Immanuel David
Isaías, Mitchell se denomina profeta e um anjo que foi mandado à
Terra para restaurar à Igreja Mórmon seu caminho correto.
"Esta terra prometida dos Estados Unidos da América é lugar de
depravação, idolatria, assassinato e combinações secretas",
escreveu Mitchell no documento, no qual ele se descrevia na
terceira pessoa como "a mão direita" de Deus.
Nesta cidade, onde grande parte da população é religiosa,
Mitchell passou boa parte dos últimos anos rezando e pedindo
esmolas nas ruas.
"Ele não é um verdadeiro fiel", disse Amy Moeck, 20, que está no
segundo ano da Brigham Young University e se descreveu como
religiosa. "Mas há pessoas que fazem esse tipo de coisa o tempo
todo".
Fonte:
THE NEW YORK TIMES
Por Michael Janofsky :: 09:59 28/02
SALT LAKE CITY - Aos 15 anos, Lu Ann Kingston estava pronta para casar, ou foi
isso que seus familiares disseram. Eles arranjaram seu casamento com um parente
distante de 23 anos, e ela se tornou sua quarta esposa, rapidamente dando a ele
dois filhos.
Cinco anos depois, incentivada por uma tia que havia fugido de seu casamento
arranjado, Kingston pegou suas crianças, pediu escolta policial e fugiu. Agora
aos 23 anos, ela disse em uma entrevista que as noivas adolescentes de polígamos
de casas mórmons fundamentalistas são ensinadas que: "É isso que o Pai Sagrado
quer, e elas estão em uma idade em que não podem fugir porque não têm para onde
ir. Não há escapatória".
As histórias de Kingston - que testemunhou publicamente - e outras jovens
levaram Utah, depois de anos de ambivalência, a tomar uma nova atitude em
relação aos polígamos que se casam com jovens.
A Assembléia estadual está considerando um projeto que triplicaria as
penalidades contra polígamos condenados de casarem garotas com menos de 18 anos
e líderes religiosos que realizarem a união. E o procurador-geral do estado
promete uma vigorosa perseguição.
"Esse é um esforço deliberado de impor um precedente", afirmou o procurador Mark
Shurtleff, afirmando que os promotores locais e estaduais ignoraram o problema
até agora. "Felizmente isso terá um impacto sobre a prática de poligamia e dirá
às jovens que estamos de olhos bem abertos".
A bigamia constitui um crime em Utah há mais de cem anos, com penas de até cinco
anos de prisão. A nova medida aumentaria as penalidades no caso de casamentos
com menores de idade, trazendo o marido polígamo ou o líder religioso a
enfrentar uma pena de 15 anos na prisão.
Membros da comunidade polígama são contra a proposta e argumentam que a atenção
dada ao problema está sendo exagerada.
Fonte:
THE NEW YORK TIMES