Centro Apologético Cristão de Pesquisas - CACP
QUANTAS ESPOSAS TEVE BRIGHAM YOUNG?
Determinar
com quantas mulheres Joseph Smith e Brigham Young foram casados é
uma das tarefas mais difíceis para os historiadores mórmons.
Andrew Jensen, que foi um historiador auxiliar da Igreja Mórmon,
fez uma lista de 27 mulheres que foram casadas com Joseph Smith (que
agora passaremos a chamar simplesmente de J.S.), isso conforme o Historical
Record, ps. 233-234. Entretanto, o autor mormon John J. Stewart credita
a J.S. muitas esposas: "Ele casou com muitas mulheres, talvez 3
ou 4 dúzias" (Brigham Young and His Wives, p.31). As pesquisas
de Fawn N. Brodie trazem uma lista de 48 mulheres que devem ter se casado
com J.S. (No Man Knows My History, ps. 434-465). Stanley S. Ivins, que
foi considerado "uma das maiores autoridades em poligamia mórmon",
dizia que "apenas pode-se supor, mas devem ter sido de 60 para
cima" (Western Humanities Review, 10:232-233).
Antes de sua morte, Ivins preparou uma lista de 84 mulheres que poderiam
ter sido esposas de J.S. ao longo de sua vida. Embora Ivins não
tivesse certeza de que todas as mulheres da lista fossem realmente casadas
com J.S. Para elaborar a lista Ivins fez muita pesquisa nos registros
do Templo em Navoo, nos registros da Casa dos Assentamentos e outros
registros genealógicos. Depois que seus estudos foram completados,
alguns dos registros da Biblioteca da SUD (Igreja Mórmon) foram
reduzidos e deixaram de ficar disponíveis ao público em
geral.
Antes de colocar os últimos 11 nomes em sua lista, Ivins declarou:
"No dia 9/04/1899, 11 das esposas de J.S. ao longo de sua vida
foram ao ele seladas por procuração. Uma nota acompanhando
o registro da selagem dizia: As selagens das abaixo nomeadas foram realizadas
durante a vida do Profeta J.S., porém não há registro
disso. O Presidente Lorenzo Snow decidiu que elas sejam repetidas, a
fim de que possa existir um registro e que isso seja explicado".
Este incidente sugere que outras dentre muitas mulheres falecidas a
quem J.S,. fora selado por procuração, possam ter sido
casadas com ele durante a sua vida terrena..."No final do papel,
Ivins concluiu: Completando estas mulheres falecidas, J.S. foi selado
a pelo menos 229 outras, até 18/03/1880. (Nota adicional: ele
foi selado a 246 mulheres falecidas) (Joseph Smith and His Wives, p.
47).
No prefácio da segunda edição do seu livro "No
Man Knows My History", Fawn Brodie declara: "Mais de 200 mulheres,
aparentemente através de sua própria solicitação,
foram seladas a J.S. após sua morte, em cerimônias especiais
no Templo. Além do mais, distintas da história, inclusiva
várias santas católicas, também foram seladas a
J.S. em Utah. Vi essas espantosas listas nos Arquivos Genealógicos
da SUD, em Salt Lake City, em 1944".
Se a doutrina mórmon da pluralidade do casamento fosse verdadeira,
J.S. teria centenas de esposas na ressurreição. Algumas
das mulheres com quem Brigham Young e H. C. Kimball se casaram, que
já tinham se casado com J.S. antes, devem ter desistido depois
de J.S.
Num artigo publicado na Western Humanities Review (10:232-233), Stanley
S. Ivins observou que "Brigham Young geralmente é creditado
com apenas 27 esposas, porém foi selado a mais do dobro de muitas
mulheres vivas e pelo menos 150 que haviam morrido".
O escritor da SUD, John J. Stewart, fez uma lista de 53 mulheres que
foram seladas a Brigham Young (doravante B.Y.) de em seguida acrescentou:
"Houve também uma ou duas mais, além das 150 a quem
ele foi selado após sua morte" (Brigham Young and His Wives,
p. 96).
Num discurso no dia 24/01/1858, o Apóstolo Ezra T. Benson afirmou
que B.Y. tinha cerca de 50 a 60 esposas (Journal of Discourses, 6:180-181).
Stanley P. Hirshon oferece uma lista de 70 mulheres com quem B.Y. deveria
ter sido casado (Lion of the Lord, ps. 190-221). Nas páginas
188-189 do mesmo livro, ele relata:
"... Young sempre pilheriava sobre suas esposas: 'diga aos gentios'
observou certa vez, 'que não conheço a metade delas'.
Mais tarde indagado com a clássica pergunta por um governador
gentio de Utah, Young respondeu: 'Eu mesmo não sei'. Jamais recusei
casar com uma mulher respeitável que me pedisse e o caso é
que às vezes separava uma mulher no altar do matrimônio,
para nunca mais encontrá-la. Meus filhos, porém, eu os
crio. Tenho 77 vivos agora e já perdi 3".
B.Y. se gabava de sua habilidade em obter muitas esposas: "O irmão
Cannon observou que as pessoas se admiram de quantas esposas e filhos
eu tinha. Ele pode informá-las de que terei esposas e filhos
até 1 milhão, a glória, a riqueza, o poder, o domínio,
e reino após reino, e reinarei triunfantemente"(Journal
of Discourses 8:178). "Eu poderia provar a esta congregação
que ainda sou jovem; pois eu poderia conseguir mais jovens que me escolheram
para marido do que qualquer homem jovem"(Journal of Discourses,
5:210).
Embora B.Y estivesse constantemente se casando com novas mulheres, ele
afirmava que "provavelmente existem poucos homens no mundo que
se importam menos com a classe particular de mulheres do que eu faço"
(Journal of Discourses, 5:99).
A multa por adultério era sempre uma causa de preocupação
para J.S. Joseph Lee Robinson registrou o seguinte: "... Deus lhe
(Joseph) revelou que qualquer homem que tenha cometido adultério
em qualquer de suas experiências, esse homem jamais será
erguido até à mais alta exaltação na glória
celestial, e que ele ficara tão ansioso com relação
a si mesmo, que havia indagado do Senhor e que o Senhor lhe havia garantido
que ele jamais cometera adultério".
Entretanto, esta preocupação não conseguiu evitar
que o profeta tomasse as esposas de outros homens, numa base mais ou
menos regular. John D. Lee diz quer J.S. tirou a mulher de H. B. Jacobs,
no tempo em que este estava ausente: "em sua ausência ela
foi selada ao Profeta Joseph e se tornou sua esposa" (Confession
of John D. Lee, p. 132).
Essa tendência para tirar as esposas de outros homens não
se limitava de modo algum a J.S. Brigham Young (B.Y.) era também
um excelente expert neste campo. Consideremos apenas um exemplo: Juanita
Brooks declara que "Zina Diantha Huntington "era a mulher
casada com Henry B. Jacobs e mais tarde selada a J.S., ela continuou
a viver com Jacobs, tendo mais tarde renunciado a Jacobs para se juntar
à família de Brigham Young." (On The Mormon Frontier,
The Diary of Hosea Stout, 1:141, footnote 18).
No Historical Record (2:233), o historiador assistente da Igreja confirmou
que de fato Zina B. Huntington caso com J.S. e mais tarde com B.H. :
"Zina B. Huntington aparece como a esposa No. 5 na lista de Ivins:
"No. 5 = Zina D. Huntington... esposa de Henry B. Jacobs.. casou-se
com J.S. no dia 27/10/1841. No dia 02/02/1846 ela foi selada a J.S.
para a eternidade e a B.H. para esta vida. Ela viveu com B.Y. como sua
esposa e faleceu em 29/08/1901" (Joseph Smith and Poligamy, p.
42). Fawn Brodie relata:
"Zina deixou Jacobs em 1846 para casar com B.Y. William Hall afirma
que havia escutado B.Y. dizer publicamente a Jacobs: "A mulher
que você reclama como esposa não lhe pertence. Ela é
a esposa espiritual de Joseph Smith a ele selada. Sou o procurador e
ela, bem como seus filhos, são minha propriedade. Pode ir aonde
quiser e arranje outra, mas tenha a certeza de que ela pertença
à sua parentela espiritual". Jacobs aparentemente aceitou
a decisão B.Y. como a Palavra do Senhor, já que permaneceu
como testemunha no Templo de Navoo, em janeiro de 1846, quando Zina
foi selada a B.Y. "para o tempo" e a Joseph Smith "para
a eternidade". (No Man Knows My History", p. 443).
Juanita Brooks explica mais: "Zina havia se mudado para Winter
Quarters. Ela agora renunciava a Jacobs e se juntava à família
de B.Y., viajando pelo Oeste em 1848, numa carroça fornecida
e conduzida pelo irmão dela, Oliver" (On the Mormon Frontier,
1:141, footnote 18).
Então, quantas esposas B. Y. teve? Certamente muito mais de uma,
conforme o novo LDS Relief Society Manual menciona. Não é
de admirar que haja um grande clamor no meio do povo da SUD, que conhece
melhor. Mas exatamente quantas?
Contudo, o Dr. Avery, um mórmon que sabia que Hider primeiro
dizia que ele possuíra 55 esposas, não pôde explicar
porque o manual da lição que está sendo usado desde
janeiro pelos membros (homens e mulheres) da Igreja, traduzido em 22
línguas diferentes, pinta como um monógamo, o mais famosos
polígamo da América.
Jornal "The Evangel", edição
março/abril 1998.
Tradução de Mary Schultze
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