CENTRO APOLOGÉTICO CRISTÃO DE PESQUISAS
- CACP Os "Ismos"
Religiosos* A busca do saber por parte do homem é conhecida teoricamente
por Filosofia, de phílos, "amigo", "amante", e sophía,
"conhecimento, saber", formado do adjetivo e substantivo gr. philósophos,
"que ama o saber", "amigo do conhecimento". A filosofia, segundo a tradição que remonta a Aristóteles,
começa historicamente no século VI a.C., nas colônias gregas da Ásia Menor,
entretanto, sabemos que o ser humano começou a filosofar desde que intentou no
seu coração afastar-se de Deus (Gênesis 3.1-7). Infelizmente, o pensamento
humano, no intuito de descobrir ou redescobrir sua natureza, origem e razão de
ser, tem criado os "ísmos" que na realidade afastam cada vez mais a
criatura do seu Criador. A pregação apostólica combate ferrenhamente a filosofia (I
Coríntios 1.22; Colossenses 2.8; I Timóteo 6.20) ou sabedoria dos gregos e
ensina que a verdadeira sabedoria vem do alto, de Deus e nunca de esforços
humanos: "Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus que a
todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida." (Tiago 1.5) Reunimos aqui as escolas de pensamento filosófico mais
conhecidas, e as suas falsas filosofias, no intuito de mostrar ao leitor uma
síntese do esforço inútil do homem através dos séculos no propósito de adquirir
a sua própria salvação ou redenção. O mais importante é que essas escolas de
pensamento fornecem às falsas religiões e seitas o material necessário à sua
pregação. Há vestígios de uma ou mais filosofias seculares no contexto
doutrinário de cada religião ou seita falsa em detrimento das verdades divinas
registradas na Palavra de Deus. Um exame cuidadoso e sincero mostrará isso. Agnosticismo
- O vocábulo
ing. agnosticism foi forjado em 1869 por Thomas H. Huxley, calcado, por oposição
ao gnosticismo, no adjetivo gr. ágnõstos, "ignorante, incogniscível". Filosofia
naturalista e afeita às coisas e relações da ciência experimental. "É o sistema que ensina que não sabemos, nem podemos saber se
Deus existe ou não. Dizem: a mente finita não pode alcançar o infinito. Ora, não
podemos abarcar a terra, mas podemos tocá-la! (I João 1.1). A frase predileta do
Agnosticismo é: "Não podemos crer". Um resumo de seu ensino é o seguinte: o
ateísmo é absurdo, porque ninguém pode provar que Deus não existe. O teísmo não
é menos absurdo, porque ninguém pode provar que Deus existe. Não podemos crer
sem provas evidentes. Mentores do Agnostícismo: Huxley, Spencer e outros. Estão
todos puramente enganados, porque Deus é facilmente compreensível pela alma
sequiosa, honesta e constante. Ler Romanos 1 .2O". (Introdução à Heresiologia)
Animismo - Uma das
características do pensamento primitivo, que consiste em atribuir a todos os
seres da natureza uma ou várias almas. Segundo Edward Burnett Tylor (1832-1917)
é também toda a doutrina de índole espiritualista, em oposição ao materialismo.
Essa teoria considera a alma como a causa primária de todos os fatos. Ascetismo
- Teoria e prática
da abstinência e da mortificação dos sentidos. Tem como objetivo assegurar a
perfeição espiritual, submetendo o corpo à alma. Há ainda o ascetismo natural
(busca da perfeição por motivos independentes das relações do homem com Deus)
que foi praticado pela escola pitagórica. É muito praticado pelas religiões e
seitas orientais.
Ateísmo - Teoria que nega a
existência de um Deus pessoal. Desde a Renascença, o termo passou a indicar a
atitude de quem não admite a existência de uma divindade. Chamam-se ateus os que
não admitem a existência de um ser Absoluto, dotado de individualidade e
personalidade reais, livre e inteligente. Ceticismo - Se caracteriza
por uma atitude antidogmática de indagação, que torne evidente a inconsistência
de qualquer posição, definindo como única posição justa a abstenção de
aceitá-las. Foi fundada por Pirro, filósofo grego em 360 a.C. Ensina que visto
que só as sensações, instáveis ou ilusórias, podem ser a base dos nossos juízos
sobre a realidade, deve-se praticar o repouso mental em que há insensibilidade e
em que nada se afirma ou se nega, de modo a atingir a felicidade pelo equilíbrio
e a tranqüilidade. Tais pessoas não vivem, vegetam...
Deísmo - O deísmo
distingue-se radicalmente do teísmo. Para o teísmo, Deus é o autor do mundo,
entidade pessoal revelada aos homem, dramaticamente, na história. Para o deísmo,
Deus é o princípio ou causa do mundo, infuso ou difuso na natureza, como o
arquiteto do universo. Elaborado dentro do contexto da chamada religião natural,
cujos dogmas são demonstrados pela razão, o conceito deísta de Deus pode
confundir-se com o conceito de uma lei, no sentido racional-natural do termo.
Trata-se do Deus de todas as religiões e seu conceito não está associado às
idéias de pecado e redenção, providência, perdão ou graça, considerados
"irracionais". É antes um Deus da natureza do que um Deus da humanidade e, como
um eterno geômetra, mantém o universo em funcionamento, como se fosse um relógio
de precisão. (History of Engiish thought in the eighteenth century) O deísmo surgiu dentro do contexto dos primórdios do
racionalismo sob a influência de Locke e Newton. Voltaire, um dos maiores
contestadores da Bíblia dos últimos tempos, era deísta. Dualismo
- Em sentido
técnico rigoroso, dualismo significa a doutrina ou o sistema filosófico que
admite a existência de duas substâncias, de dois princípios ou de duas
realidades como explicação possível do mundo e da vida, mas irredutíveis entre
si, inconciliáveis, incapazes de síntese final ou de subordinação de um ao
outro. No sentido religioso são também dualistas as religiões ou doutrinas que
admitem duas divindades sendo uma positiva, princípio do bem, e outra, sua
oposta, destruidora, negativa, princípio do mal operando na natureza e no homem.
(The revolt against duelism; an inquiry concerning the existence of ideas). Ecletismo
- Sistema
filosófico que procura conciliar teses de sistemas diversos conforme critérios
de verdade determinados. Procura aproveitar o que há de melhor de todos os
sistemas. No século XIX o ecletismo espiritualista, que se preocupava com o uso
do método introspectivo, deu origem ao chamado espiritualismo contemporâneo.
Empirismo - Posição
filosófica segundo a qual todo o conhecimento humano resultaria da experiência
(sensações exteriores ou interiores) e não da razão ou do intelecto. Afirma que
o único critério de verdade consistiria na experiência. É essa a teoria do "ver
para crer". Epicurismo
- Nome que recebe
a escola filosófica grega fundada por Epícuro (341-270 a.C.). Afirma o princípio
do prazer como valor supremo e finalidade do homem, e prescreve: 1)
aceitar todo prazer que não produza dor; 2) evitar toda dor que não
produza prazer; 3) evitar o prazer que impeça um prazer ainda maior, ou
que produza uma dor maior do que este prazer; 4) suportar a dor que
afaste uma dor ainda maior ou assegure um prazer maior ainda. Por prazer entende
a satisfação do espírito, proveniente de corpo e alma sãos, e nunca de Deus.
Buscar prazer e satisfação apenas na saúde ou no intelecto é não ter desejo de
encontrar a verdadeira fonte da felicidade.
Esoterismo - Sistema
filosófico religioso oculto. Doutrina secreta só comunicada aos iniciados. O
esoterismo é ocultista e caracteriza-se pelo estudo sistemático dos símbolos. Há
simbologia em tudo o que existe e no estudo dessa simbologia o homem poderá
compreender as razões fundamentais de sua existência. Vem a ser uma ramificação
do Espiritismo. Espiritualismo
- Denominação
genérica de doutrinas filosóficas segundo as quais o espírito é o centro de
todas as atividades humanas, seja este entendido por substância psíquica,
pensamento puro, consciência universal, ou vontade absoluta. O espírito é a
realidade primordial, o bem supremo. O Espiritualismo é dualista, pluralista, teísta, panteísta e
agnóstico. E o espiritismo com um nome mais sofisticado. E doutrina de demônios.
Aceita a reencarnação e a evolução do espírito. Estoicismo
— Escola
filosófica grega fundada por Zenão de Cítio (334-262 a.C.), sua doutrina e a de
seus seguidores. O nome deriva do gr. stoa (portada) porque Zenão
ensinava no pórtico de Pecilo em Atenas. O estoicismo afirma que a sabedoria e a
felicidade derivam da virtude. Essa consiste em viver conforme a razão,
submetendo-se às leis do universo, a fim de obter-se a imperturbabilidade de
espírito (ataraxia). E uma forma de panteísmo empirista que pretende tornar o
homem insensível aos males físicos pela obediência irrestrita às leis do
universo.
Evolucionismo - O
Evolucionismo é uma filosofia científica que ensina que o cosmos desenvolveu-se
por si mesmo, do nada, bem como o homem e os animais que existem por
desenvolvimento do imperfeito até chegar ao presente estado avançado. Tudo por
meio de suas próprias forças. É preciso mais fé para crer nas hipóteses da
Evolução do que para crer nos ensinos da Bíblia, isto é, que foi Deus que criou
todas as coisas. Gênesis 1.1; 1.21,24, 25 (Introdução a Heresiologia).
Gnosticismo - Do verbo gr.
gnõstikós "capaz de conhecer, conhecedor". Significa, em tese, o
conhecimento místico dos segredos divinos por via de uma revelação. Esse
conhecimento compreende uma sabedoria sobrenatural capaz de levar os indivíduos
a um entendimento completo e verdadeiro do universo e, dessa forma, à sua
salvação do mundo mau da matéria. Opõe-se radicalmente ao mundo e ensina a
mortificação do corpo e a rejeição de todo prazer físico. É panteísta e, segundo
a tradição, (Atos 8.9-24) deve-se a Simão Mago com o qual o apóstolo Pedro
travou polêmica em Samaria a sua difusão no meio cristao (Apologia).
Humanismo - É a filosofia
que busca separar o homem e todo o seu relacionamento, da idéia de Deus. O
homem, nessa filosofia, é o centro de todas as coisas, o centro do universo e da
preocupação filosófica. O seu surto se verificou no fim do século XIV. Marx é o
fundador do humanismo comunista.
Liberalismo - É liberdade
mental sem reservas. Esse sistema afirma que o homem em si mesmo é bom, puro e
justo. Não há um inferno literal. O nosso futuro é incerto, a Bíblia é falível e
Deus é um Pai universal, de todos, logo, por criação somos todos seus filhos,
tendo nossa felicidade garantida.
Materialismo - Afirma que a
filosofia deve explicar os fenômenos não por meio de mitos religiosos, mas pela
observação da própria realidade. Ensina que a matéria, incriada e indestrutível,
é a substância de que todas as coisas se compõem e à qual todas se reduzem e que
a geração e a corrupção das coisas obedecem a uma necessidade não sobrenatural,
mas natural, não ao "destino", mas a leis físicas. Segundo essa filosofia, a
alma faz parte da natureza e obedece às mesmas leis que regem seu movimento e o
homem é matéria, como todas as demais coisas.
Monismo - Os sistemas
monistas são variados e contraditórios, entretanto têm uma nota comum: é a
redução de todas as coisas e de todos os princípios à unidade. A substância, as leis lógicas ou físicas e as bases do
comportamento se reduzem a um princípio fundamental, único ou unitário, que tudo
explica e tudo contém. Esse princípio pode ser chamado de "deus", "natureza",
"cosmos", "éter" ou qualquer outro nome.
Panteísmo - Do gr. pas,
pan, "tudo, todas as coisas" e théos, "deus". Como o próprio nome
sugere, é a doutrina segundo a qual Deus e o mundo formam uma unidade; são a
mesma coisa, constituindo-se num todo indivisível. Deus não é transcendente ao
mundo, dele não se distingue nem se separa; pelo contrário, lhe é imanente,
confunde-se com ele, dissolve-se nele, manifesta-se nele e nele se realiza como
uma só realidade total, substancial (Spinoza et le panthéisme religieux). Pietismo
- Teve início no
século XVIII através da obra de Philipp Spener e August Francke. E uma teoria do
protestantismo liberal que dá ênfase à correção doutrinária sem deixar lugar
para a experiência da fé. Interpreta as doutrinas do Cristianismo apenas à luz
da experiência sentimental de cada indivíduo. Pluralismo
- Não é bem uma
Escola de Pensamento, mas uma doutrina que aceita a existência de vários mundos
ou planos habitados, oferecendo um âmbito universal para a evolução do espírito.
Naturalmente, para cada "mundo", um tipo de "deus". É a doutrina desposada pelas
filosofias espíritas ou espiritualistas.
Politeísmo - Crença em mais
de um Deus. As forças e elementos da natureza são deuses. Há deuses para os
sentimentos, para as atividades humanas e até mesmo deuses domésticos. Os hindus
têm milhões de deuses que associam às suas diversas religiões.
Positivismo - Doutrina
filosófica pregada por Auguste Comte, (1798-1857) que foi inspirado a criar uma
religião da humanidade. Em 1848 fundou a Sociedade Positivista, da qual se
originou a Igreja Positivista. O positivismo religioso ensina que nada há de sobrenatural ou
transcendente. Suas crenças são todas baseadas na ciência, com culto, templos e
práticas litúrgicas. É o culto às coisas criadas em lugar do Criador (Romanos
1.25). Racionalismo
- A expressão
racionalismo deriva do substantivo razão e, como indica o próprio termo,
é a filosofia que sustenta a primazia da razão, da capacidade de pensar.
Considera a razão como a essência do real, tanto natural quanto histórico.
Ensina que não se pode crer naquilo que a razão desconhece ou não pode
esquadrinhar.
Unitarismo - Fundado na
Itália por Lélio e Fausto Socino. Segue a linha racionalista de Erasmo de
Rotterdan. Filosofia religiosa que nega a Divindade de Jesus Cristo, embora o
venere. É uma filosofia criada dentro do protestantismo que afirma dentre outras
coisas, a salvação de todos. Não crê em toda a Bíblia, no pecado nem na
Trindade. Semelhante ao Universalismo.
Universalismo - Pensamento
religioso da Idade Média que estendia a salvação ou redenção a todo gênero
humano. É, talvez, o precursor do movimento ecumênico moderno. O centro da
história é o povo judeu, por sua aliança com Deus e depois, a Igreja cristã.
Afirma que a redenção é universalmente imposta a todas as criaturas... * extraido do livro "Religiões, Seitas e
Heresias" - J. Cabral - Universal - Universal Produções.
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Descartes (1596-1650) é quem estabelece essa doutrina no campo da filosofia
moderna.